3 de nov. de 2019

Precisamos falar sobre FOMO e importância de ter tempo para não fazer nada

O primeiro capítulo do livro "A Book That Takes Its Time: An Unhurried Adventure in Creative Mindfulness" resume basicamente toda a ideia do livro, que é a de que precisamos de tempo livre, tempo para não fazer nada ou para fazer coisas que esvaziem um pouco o turbilhão de coisas na nossa cabeça. Esse livro foi meu grande companheiro no último ano, fui lendo bem devagar, pois ele é daqueles livros que dá dó de terminar, repleto de ilustrações bonitas, páginas bem diagramadas, textos profundos que exigem um tempo de reflexão e ainda para melhorar com uma série de atividades pensadas exclusivamente para aliviar a ansiedade e nos fazer desacelerar.


fomo e mindfulness

Falando em ansiedade, há pouco tempo descobri o termo FOMO (Fear Of Missinf Out, numa tradução livre: medo de estar perdendo algo), esse é mais um dos tantos transtornos modernos que a mundo digital nos "presenteou" e está ligado à ansiedade criada pelo excesso de informação. Quanto mais conectados estamos, mais acesso à informação nós temos, o que por um lado é ótimo, mas que por outro lado pode se tornar um problema. Sabe quando não estamos fazendo nada e acessamos o Instagram e vemos que as pessoas estão num show muito legal, se formando do mestrado, andando à cavalo, tomando banho numa banheira, na arquibancada de um jogo, tomando vinho em frente a lareira, na estréia de um filme, nadando num mar cristalino, num restaurante descolado, enfim fazendo algo interessante e aí bate uma sensação de que estamos perdendo tempo por não estarmos fazendo nada? Você já sentiu isso? Então saiba que isso tem nome: FOMO.


"A grama do vizinho é sempre mais verde", já diziam nossos avós, não é mesmo?! Comparar nossa vida com a de outras pessoas não é novidade, mas com a chegada das redes sociais a gente não só compara a grama, como a casa, a decoração, o closet, o café da manhã e tudo mais que somos expostos num simples scrol nas redes sociais. E mesmo sabendo que não devemos nos comparar, é de certa forma inevitável ao ser humano. E se você consegue acompanhar a vida dos seus amigos (ou de famosos que você admira) e em nenhum momento comparar a sua vida com a deles, meus parabéns, já pode se considerar um ser humano mais evoluído nesse sentido!


As pessoas - em sua grande maioria - compartilham o lado "belo e feliz" de suas vidas, o que não julgo errado, afinal cada um expõe o que quer! Eu mesma uso meu Instagram como um álbum de fotos e recordações dos meus melhores momentos. Da mesma forma que seleciono as melhores fotos e recordações, para revelar e guardar no meu álbum de fotos "real", seleciono as que vou postar no meu álbum digital. E mesmo sabendo que grande parte do que é exposto nas redes sociais é apenas uma fração da vida de cada um, muitas vezes nos pegamos sentindo aquele sensação chata de que nossa vida não é tão legal quanto a dos outros. 


O que podemos fazer para nos desvencilhar dessa encruzilhada mental? Como diminuir essa ansiedade? Não tenho a solução e vivo me policiando para evitar esses tipo de pensamentos e comparações, mas posso compartilhar um pouco do que me ajuda a desacelerar:



- Escrever aqui no blog.

- Fazer as atividades do livro que citei no começo desse post.
- Desenhar, pintar e fazer colagens.
- Plantar e mexer com a terra.
- Cozinhar.
- Caminhar.
- Colocar o celular no modo não perturbe.
- Desativar o máximo das notificações de apps.
- Lembrar de agradecer pelo que tem e focar nas coisas boas que está vivendo.



fomo e mindfulness



fomo e mindfulness


Me conta aí um pouco da sua experiência sobre o assunto e como é seu consumo de redes sociais.







Um comentário:

  1. Gostei bastante do artigo de hoje, sempre estou aqui acompanhando seu blog. Tenho aprendido muitas coisas legais aqui e te agradeço por compartilhar...

    Beijos 😘.

    Meu Blog: Dicas de Beleza

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