18 de fev. de 2020

Luta por Justiça, um filme que escancara o racismo estrutural

filme luta por justiça cinema


Dez minutos antes de entrar na cabine de imprensa do filme Luta por Justiça, a convite da Warner Bros., eu lia a matéria do El Pais sobre o caso de racismo que o jogador Marega sofrera na Europa. E “Luta por Justiça” tem tudo a ver.
Nos Estados Unidos do final dos anos 80, o advogado negro recém-formado Bryan Stevenson – interpretado brilhantemente por Michael B. Jordan – troca o conforto das promessas da Faculdade de Direito de Harvard pelos casos esquecidos e injustiçados do Alabama. E é lá que ele conhece a história de Walter McMillian – incorporado pelo majestoso Jamie Foxx- preso injustamente e acusado por um assassinato que não cometeu.
A história do filme é real e baseada no livro escrito por Stevenson que também assina a produção executiva do longa. Com diálogos certeiros e carregados pelas dores e injustiças que o racismo estrutural causa, “Luta por Justiça” desnuda uma sociedade ainda atual pautada na voz e na legitimidade branca que se cala e se deleita em privilégios lutando para não serem perdidos. Batalha esta que custa a vida e a dignidade de milhares de pessoas negras pelo mundo todo.
Stevenson, ainda atuante em sua causa, só foi capaz de seguir adiante com seu propósito porque sabia exatamente o que é ser julgado por sua cor antes mesmo da decisão de um tribunal. Fato este que eu, como branca, jamais serei atravessada. Saí do cinema munida de esperança e de reflexões. Voltei ao campo de futebol em que Marega jogava, brilhava e era perseguido, xingado e humilhado. Naquele estádio e na vida, eu jogava ao lado dele. Mas isto não foi suficiente porque nunca o é. 
Angela Davis que sentiu na pele o preconceito estadunidense, nos alertou que só não ser racista não seria suficiente. Deveríamos ser antirracistas. E para isso, se a torcida não é punida pelos seus preconceitos, chamamos a responsabilidade a campo. Se o juiz pune a vítima, questionamos as estruturas sociais e do futebol, e nos colocamos contra isso não aceitando. Se a saída mais certeira do momento for a escolha do seu parceiro negro em abandonar o campo, cabe respeitá-lo e dar as costas para uma partida carregada de injustiças. Nunca, nunca fazê-lo pensar que o que ele sente é errado. Até mesmo porque podemos opinar sobre, mas este não é e nunca será o lugar de fala de um branco. Se insistirmos na ideia, reproduziremos a lógica que nos ensinaram.
Filmes como este nos trazem à reflexão e ao questionamento sobre a reprodução de uma ordem estabelecida que privilegia brancos. Que bom que saímos dele pesarosos e desconfortáveis. Mas o quê fazer agora? Interromper estas práticas pessoais e nas suas relações sociais já é um começo. Ouvir e respeitar a história do outro também. Ler autores e autoras negras, conhecer histórias de resistências como estas e tantas outras que, por gerações, travam uma batalha para que pessoas continuem existindo.

Luta por Justiça entra no circuito nacional dia 21/02.


15 de fev. de 2020

CCSP apresenta Made in Korea, um festival de cinema coreano

Seguindo a onda do filme sul coreano, vencedor do Oscar 2020, Parasita. O Centro Cultural de São Paulo (CCSP) recebe a mostra Made in Korea, que conta com a exibição de vários filmes coreanos até o dia 23 de fevereiro (corre que ainda dá tempo), na sala Lima Barreto, com entrada gratuita!
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A programação conta com alguns dos clássicos do cinema coreano e também da filmografia do Bong Joon Ho, diretor do Parasita.
Se você assistiu ao filme de Bong e adorou ou ainda irá conferir o filme, aqui vai uma oportunidade de conhecer mais algumas de suas obras como os filmes “Memórias de Um Assassino” e “Mother – A Busca Pela Verdade”, e também aproveitar para conhecer outros estilos de filmes de diretores coreanos.
Confira abaixo a programação, que está incrível, dos 15 filmes:
16/02 - Domingo
15h30 - Invasão Zumbi*
18h - Um Dia Difícil*
20h - The Gangster, The Cop, The Devil

18/02 - Terça
15h - Mother – A Busca Pela Verdade
17h30 - Old Boy*
20h - O Caçador

19/02 - Quarta
16h30 - Em Chamas
19h30 - The Yellow Sea

20/02 - Quinta
15h - Eu Vi o Diabo
17h30 - Um Dia Difícil*
19h45 - Crying Fists

21/02 - Sexta
16h - O Lamento
19h - A Criada*

22/02 - Sábado
15h - Mr. Vingança
17h30 - Old Boy*
20h - Lady Vingança

23/02 - Domingo
15h - Medo
17h15 - Memórias de Um assassino
19h45 - Mother – A Busca Pela Verdade
*Esses filmes eu já assisti e super recomendo. 
  • Old Boy é um clássico do cinema coreano, e acho que foi um dos primeiros filmes que assisti. É quase obrigatório assistir se você ama um filme de muita ação e violência. 
  • A Criada, eu indiquei em outro post, que vale a pena assistir se você gostou do filme Parasita. Tem muita tensão, reviravoltas, e muitas surpresas. Não é um filme leve, ele chega a ser um pouco perturbador, mas a fotografia e a narrativa impressionam.
  • Invasão Zumbi é um filme como o nome já conta: de zumbi hehehe, se este é um tema que curte, pode apostar que vale a pena. Tem uma narrativa tão envolvente e humana, que apesar das cenas dos zumbis quase reais, de muito sangue e violência, posso considerar um drama.
  • Um dia difícil deve ser um dos meus favoritos, ele é de suspense policial, daqueles de tirar o fôlego e de fácil entretenimento. Preciso dizer mais alguma coisa??

Dos filmes nessa programação, listei 3 que quero muito conferir:
  • Em chamas
  • Mother – A Busca Pela Verdade
  • The Gangster, The Cop, The Devil. 

Espero que tenha curtido a dica e aproveite! E claro, me conte se for assistir a algum dos filmes e o que achou deles.
SERVIÇO: A bilheteria abrirá uma hora antes da primeira sessão do dia para a retirada de ingressos. O CCSP fica na Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso - São Paulo.
Ah, e tem mais: o filme “Parasita” ainda está em cartaz em diversos cinemas! Vamos valorizar o cinema de outros países <3



14 de fev. de 2020

Parasita, uma análise feita por uma filha de pais coreanos

Parasita, uma análise feita por uma filha de pais coreanos
Poster art by Andrew Bannister

Desta vez não rolou cabine para o filme, mas li e ouvi tanto a respeito dele, que achei interessante comentar aqui sobre o tal filme sul coreano - Parasita. Sim, o que ganhou recentemente em 4 categorias no Oscar, sendo um deles, o principal, o de Melhor filme.

Como filha de coreanos, quis trazer um ponto de vista um pouco diferente das críticas que circulam por ai.
Nunca fui a tradicional coreana e tão pouco a fã de Kpop (desculpem aí, rs), mas aprendi o idioma em casa e na escolinha quando pequena - o que me ajuda a consumir diversos conteúdos coreanos há um tempo. Dito isso, preciso explicar alguns pontos antes de entrar na resenha do filme (aguenta aí heheh).



Se você é amante de Kpop ou doramas (as séries coreanas) talvez o filme não te cause tanto impacto, por já entender um pouco do mercado coreano, mas que mesmo assim, te surpreenderá. Se você é amante de cinema, esse filme deve fazer parte da sua lista, assim como de outros diretores coreanos.

Em São Paulo, a comunidade coreana é relativamente grande, o que me permite acesso a algumas amostras internacionais nos centros culturais. E foi assim, que passei a ir em alguns dos festivais de filmes coreanos e entender um pouco do estilo não Hollywood. Os filmes mais “famosos” sempre foram os de terror e os de ação, pela intensidade e veracidade das cenas. Quando tem sangue, é muito sangue! Quanto tem luta, é muita luta! E a tensão é sempre grande que mal dá para respirar.

Se são tão bons assim, por quê então os filmes coreanos nunca foram muito comentados ou com tiveram uma distribuição nos cinemas nacionais como está sendo agora com o ganhador do Oscar?

O Parasita retrata a diferença das classes sociais de duas famílias, e como a vontade de melhorar de vida a qualquer custo pode ter um alto preço. Ki-woon, o filho mais velho da família Kim, que vive na pobreza em um apartamento subterrâneo, vê uma oportunidade de trabalhar como professor particular para a filha de uma família rica, os Park. E é ai que a trama começa, vendo a chance de mudar de vida, ele elabora um plano para infiltrar toda sua família dentro da casa dos Park. Um filme tenso e leve ao mesmo tempo, que traz uma narrativa elaborada e surpreendente.

Mas, qual a novidade aqui? Por que tantos prêmios e burburinhos? 

A cultura coreana é ainda bastante conservadora e tradicional, principalmente nos filmes românticos! Para vocês terem uma ideia, não abordam cenas de sexo e até cenas de beijos mais quentes são raros. No entanto, a obra do diretor Bong Joon Ho é um mix do liberalismo ocidental com a tradição dos filmes de ação/thriller já conhecidos pelos coreanos. Uma mistura ousada pro mercado interno, mas certeira para o mercado internacional, ao meu ver. Ele consegue conquistar o público que ama um suspense/thrilled, os que gostam de um leve romance, e com seu enredo cheio de reviravoltas fica impossível não perder o fôlego.

Um outro filme bem parecido, que segue essa linha é o A Criada (The Handmaiden, em inglês) do diretor Park Chan Wook (o mesmo de Oldboy) que na sua estréia teve ótimas críticas e venceu o troféu Vulcão no Festival de Cannes de 2016. A trama acontece nos anos 30, época que o país foi ocupado pelo Japão, e traz temas como homossexualidade, opressão, e jogos de poder. Assim como Parasita, é um filme intenso que quebra muitas barreiras e é cheio de reviravoltas e muitas surpresas durante o filme.

Dica especial para quem chegou até aqui: se você for de São Paulo ou estiver pela cidade, pode encontrar o longa em exibição gratuita no Centro Cultural de São Paulo (CCSP) onde está rolando uma mostra de filmes coreanos do dia 11/02 até o dia 23/02. Vale a pena assistir outros filmes que estão em cartaz também!

Dica 2: tem bons filmes coreanos no Netflix, recomendo esses dois:

- Okja do mesmo diretor de Parasita, Bong Joon Ho, onde retrata a amizade de uma jovem com uma porca gigante, geneticamente modificada por uma poderosa empresa alimentícia.

- Drug King de Woo Min-ho, que tem como ator principal o mesmo do Parasita. É um filme um pouco diferente, mas baseado em fatos reais, e seguindo a onda das produções como Narcos e El chapo, conta a história de um líder do narcotráfico nos anos 70.

Me contem o que acharam dos filmes e se gostariam de mais dicas de filmes coreanos por aqui.


7 de fev. de 2020

10 fatos sobre o documentário The Cave

Do renomado cineasta Feras Fayyad - duas vezes indicado ao Oscar pelo filme “Last Men in Aleppo” - chegou no dia 03 de fevereiro à programação da National Geographic (com reprise até o dia 08/02), The Cave, um relato comovente e cheio de coragem, resiliência e solidariedade. O filme é considerado um dos melhores do ano pelos veículos New York Times, Los Angeles Times, National Public Radio e The Washington Post.

Fomos convidadas ao escritório da Fox para conferir a première do documentário “The Cave” que concorre na categoria do Oscar 2020É impossível não sair impactada desta história. Primeiro porque ela é real e contada pelo lugar de fala daqueles que são as maiores vítimas de qualquer guerra: o povo. Depois, porque existe uma mulher como Amani. Alguém capaz de se doar pra pessoas que nem mesmo conhece porque sabe que este é o certo a se fazer.


documentário The Cave


Naquele hospital subterrâneo nas mediações de Damasco, o médico ligava o celular no YouTube e colocava música clássica enquanto operava o paciente. O Hospital caverna dirigido pela dra. Amani que, aos 30 anos - subjugada todos os dias de sua vida e por sua cultura por ser mulher - escolheu estar na zona de conflito cuidando de crianças sírias. Amani que se guia pelo som dos caças russos, que pragueja contra Ala e Bashar, que resiste bravamente contra o governo e os aliados nesta luta por salvar vidas.

Esta mulher que emprega outras mulheres para lhes saciar a fome, que chora por ter comida em meio à miséria, que abandonou tudo porque acredita que viver é fazer algo importante.

Esse é mais um dos dos documentários que se tornam obrigatórios de se assistir na vida. O mundo é um lugar melhor só porque nele existe a Dra. Amani.


Confira 10 fatos sobre o documentário The Cave que são de arrepiar!


1. ADMIRAÇÃO DO DIRETOR POR MULHERES VALENTES, DESDE CRIANÇA
O diretor sírio Feras Fayyad cresceu cercado por mulheres: sua mãe, sete irmãs e quatro tias. Por conta disso, ele sempre se incomodou com situação das mulheres na sociedade síria, onde são consideradas “sexo frágil”, nascidas para serem esposas e mães, e inferiores aos homens.

2. A EXPERIÊNCIA DE TORTURA
Em 2011, o governo de Bashar al-Assad começou a tomar medidas severas para interromper o movimento pró-democrático. Fayyad foi preso, seu filme sobre um poeta sírio exilado e sua luta pela liberdade de expressão o colocaram na mira do regime. Ele foi preso e torturado por quinze meses. Lá ele testemunhou crueldade e misoginia. “Como um homem que cresceu em uma família de mulheres, isso foi muito forte para mim. Senti que um dia tive que usar minha voz como cineasta para denunciar tudo isso.”

3. O DESCOBRIMENTO DE AMANI BALLOUR
Em agosto de 2013, o governo de Al-Assad realizou um ataque de armas químicas em Guta. Mísseis foram lançados às 2:30 da manhã, o que asfixiou a população enquanto dormia. Feras Fayyad ficou chocado ao ver imagens de dois médicos que trabalharam rápida e decisivamente. Um deles era uma jovem pediatra, Dra. Amani Ballour.

4. AMANI, UMA SÍNTESE DAS MULHERES DA VIDA DE FAYYAD

“Eu podia imaginar minha mãe, minhas irmãs e as mulheres que haviam sido espancadas durante minha prisão em todas as histórias que foram contadas por Dra. Amani. Ela não apenas cumpria seu dever como médica: ela estava desafiando os estereótipos e preconceitos que a sociedade síria tem sobre as mulheres”, lembra Fayyad.

documentário The Cave


5. A CAVERNA
Amani foi nomeada diretora do hospital subterrâneo, em Guta, nomeado "A Caverna". Os pisos subterrâneos faziam parte de um hospital em construção que permaneceu inacabado e vazio desde o início das guerras. A área foi dividida em salas: uma clínica pediátrica, uma clínica para mulheres, uma sala de operações, uma sala de recuperação e um espaço de recepção de emergência.

6. UM FILME DIRIGIDO À DISTÂNCIA
Incapaz de ir a Guta devido ao cerco, o diretor teve que reunir uma equipe de filmagem para trabalhar dentro do hospital subterrâneo. Sua busca o levou a três talentosos colaboradores: Muhammed Khair Al Shami, Ammar Sulaiman e Mohammed Eyad, que fizeram um mapa detalhado do hospital para que ele tivesse uma ideia concreta da distribuição, das várias salas e túneis. Eles se comunicavam online duas vezes por dia e enviavam as imagens em pequenos arquivos.

documentário The Cave

7. O DESAFIO DE NÃO PERTURBAR
Fayyad deu-lhes instruções, passo a passo, sobre as técnicas necessárias durante as filmagens para captar a sensação de intimidade que procurava. "Eles precisavam saber como filmar de maneira sensível, próxima dos personagens, mas sem perturbá-los". Fayyad produziu o documentário seguindo o estilo do cinéma verité, através apenas dos personagens, sem narração ou entrevistas diretas à câmera. O diretor queria que sua equipe seguisse os personagens por longos períodos de tempo e os filmasse trabalhando e também em suas vidas pessoais: comendo, se comunicando com a família, conversando entre si.


8. FALTA DE LUZ
Os cinegrafistas enfrentaram inúmeras dificuldades técnicas, principalmente devido à impossibilidade de acessar equipamentos sofisticados de alta qualidade e adequados para filmar pequenos espaços escuros. Quando havia uma queda de energia, um dos operadores de câmera acendia a lanterna do celular. Além disso, os personagens raramente iam à superfície, para não correr risco de morte por um dos frequentes ataques aéreos dos caças russos.

documentário The Cave


9. ATENÇÃO ÀS MENINAS
Dra. Amani age de acordo com suas convicções e com atenção especial às meninas, as quais o futuro ainda é uma questão indefinida. “Em nossa sociedade, espera-se que as mulheres se casem quando são adolescentes. A maioria dos homens e pais diz: ‘Você se casará e irá para a casa de seu marido’. Por isso, é preciso falar com elas sobre isso”.

10. A ETERNA ESPERANÇA POR JUSTIÇA
Quando perguntado sobre suas expectativas em relação à caverna, a Dra. Amani foi, como sempre, direta: “Quero que este filme signifique um passo no caminho da justiça, talvez possamos fazê-la um dia. Quero contar à geração mais jovem da Síria, os filhos dos sírios, a verdade sobre o que aconteceu aqui. E, especialmente, quero que as mulheres do meu país saibam que são fortes, que podem desafiar restrições, que podem fazer o que querem. Tentei dizer a todas as mulheres que vi, o tempo todo: ‘Não preste atenção à sociedade, ao que as pessoas dizem sobre você. Você tem que fazer o que quiser. Você tem que ter fé em si mesmo’. Algum dia, as coisas vão mudar! A sociedade vai mudar."






2 de fev. de 2020

Como conseguir até 80% de desconto em ingressos na Broadway

Essa dica é tão boa que não poderia ficar só nos meu stories do Instagram! Aqui vai uma dica pra vida, já printa esse post e compartilha com as amigxs tudo! Para conseguir até conseguir até 80% de desconto em ingressos na Broadway você não vai precisar enfrentar filas e nem sair do seu hotel/airbnb!

Como conseguir até 80% de desconto em ingressos na Broadway


A Broadway possui um site (https://lottery.broadwaydirect.com/) que diariamente abre inscrições para o sorteio de ingressos para seus espetáculos. Todo dia entre às 14h e 20h eles liberam a agenda com os espetáculos e na descrição de cada espetáculo eles colocam o horário que as inscrições se encerram.

Abaixo um print de alguns dos espetáculos que estão participando da Lottery e o valor de cada ingresso. Para vocês terem ideia o ingresso mais barato de Rei Leão é cerca de $90 + tax.

desconto em ingressos na Broadway



Clicando no espetáculo, você conseguirá se inscrever ou caso ainda não esteja disponível para cadastro, você já conseguirá saber que horas deve voltar ao site. No caso abaixo as inscrições se iniciam às 20h.


desconto em ingressos na Broadway

Para se inscrever você precisará preencher um pequeno cadastro, lembre-se de colocar seu nome completo de acordo com o que consta no seu passaporte, pois o documento será necessário para você retirar os ingressos na bilheteria.

Ao se inscrever você receberá um e-mail de confirmação dizendo o horário de término das inscrições e o horário do sorteio. O resultado do sorteio é enviado no seu e-mail e caso você tenha sido sorteado você terá até uma hora para finalizar o pagamento dos seus ingressos pelo site. Cada pessoa tem direito a solicitar 2 ingressos, e no meu caso e do Enzo, todo dia nós dois nos inscrevíamos para ter chances em dobro.

desconto em ingressos na Broadway


Dica: coloque o celular para despertar todo dia para lembrar do horário de se inscrever e do horário de checar o resultado. Eu fui sorteada uma vez, mas esqueci de checar meu e-mail e quando fui ver já tinha acabado o prazo de compra dos ingressos, depois dessa coloquei meu celular para despertar hahaha (rindo, mas de desespero), mas somos brasileiros e não desistimos nunca, não é mesmo?!

Depois de muitos dias tentando, fomos sorteados ontem para o espetáculo do Rei Leão! Ou seja, em um período de 20 dias fomos sorteados duas vezes!

Ao finalizar a compra do tickets eles te informam o horário de retirada dos ingressos, que no nosso caso foi uma hora antes do espetáculo iniciar. E só na hora que retiramos os ingressos que descobrimos qual serão nossos assentos no teatro. A gente estava achando que seriam assentos mais distantes e com uma visão não tão privilegiada, mas para nossa surpresa pegamos assentos ótimos, que custavam entre $115 e $149 dólares! Ou seja uma economia de cerca de 80%!

Aqui você consegue ver o mapa dos assentos do teatro, marquei em vermelho os nossos assentos:

Como conseguir até 80% de desconto em ingressos na Broadway

Como conseguir até 80% de desconto em ingressos na Broadway


Os espetáculos da Broadway são maravilhosos e vale muito a pena conferir! É proibido fotografar o espetáculo, mas aqui está o trailer do espetáculo do Rei Leão para vocês conferirem, é de arrepiar!



Gostaram da dica? Se você fosse assistir um espetáculo na Broadway qual escolheria primeiro? Ou se já assistiu, qual recomenda? Em 2108 eu assisti o Fantasma da Ópera e agora quero escolher o próximo para tentar a sorte novamente na Lottery <3





14 de jan. de 2020

10 coisas para fazer um dia antes de viajar de avião

10 coisas para fazer um dia antes de viajar de avião


Depois de 5 meses viajando ininterruptamente posso dizer que a lista que fiz com 10 coisas para fazer um dia antes de viajar de avião são essenciais e vão facilitar muito sua vida no dia da sua viagem:

1. Organize seus documentos importantes e guarde todos juntos em uma pastinha dentro da sua bolsa de mão (rg, passaporte, papeis do seguro de saúde viagem, carteira)

2. Baixe filmes, músicas, livros. Garanta que terá o que fazer caso não consiga dormir durante o voo, caso as opções de entretenimento do avião não sejam do seu gosto ou para as esperas e conexões.

3. Compre snacks para a viagem (e evite pagar R$10 num pão de queijo com expresso). Você vai precisar chegar algumas horas antes do seu voo e uma hora ou outro vai sentir fome, portanto sempre leve algum snack na bolsa de mão, pois não importa o país, comer no aeroporto é sempre caro. Lembre-se que não é permitido entrar com bebidas, então só leve coisas para comer e a caso sinta sede compre algo depois de passar pela vistoria ou então leve sua garrafinha vazia e a encha de água de graça nos bebedouros do aeroporto.

4. Separe na mala de mão uma troca de roupa (nunca se sabe se sua mala será extraviada, ou quando
algum incidente pode acontecer e sujar sua roupa, ou muitas vezes você está indo para um local frio e não precisa ir no avião pronta para esquiar,  vá com um roupa confortável, e leve o restante da mala de mão para vestir quando desembarcar).

5. Carregue seu celular, note, powerbank e depois guarde na sua bolsa de mão os carregadores e cabos dos seus eletrônicos.

6. Cheque as informações do seu voo.  Veja o horário e se programe para chegar ao local de embarque 3 horas antes do horário do voo (caso seja voo internacional) e 2 horas antes para voos nacionais). Parece muito tempo, mas toda a burocracia de fazer check-in, despachar malas, passar pela vistoria, achar seu portão de embarque, ir ao banheiro e comer algo, levam bastante tempo e esse período passa bem rápido, quando você notar já vai estar na hora de embarcar.

7. Avisar seu banco da viagem (caso seja para o exterior) para que você possa usar seu cartão fora do país.

8. Caso a viagem seja internacional: comprar dinheiro na moeda local do país que você irá visitar. Eu prefiro sempre usar cartão de crédito para acumular milhas, mas é sempre bom levar um pouco de dinheiro em espécie, pois alguns locais não aceitam cartões.

9. Pese e identifique suas malas. Para pesar aconselho você ter uma balança de mala que é um acessório pequeno que tem nos ajudado muito, sempre levamos a balança na mala para ir conferindo o peso das malas e não passar por apuros no aeroporto por excesso de bagagem. Para identificar a mala é sempre útil prender na mala uma tag com seu nome e telefone, além de ser bem útil, a tag, ainda te ajuda a visualizar mais facilmente sua mala na estera de bagagens do aeroporto e evitar que alguém pegue sua mala por engano (já aconteceu isso comigo no chile, pois outra pessoa tinha uma mala igual a minha), se eu tivesse colocado uma tag de identificação isso teria sido evitado.

10. Separe a roupa que irá viajar, assim você evita perder tempo no dia da viagem com essa escolha. Dê preferências por peças confortáveis, evite roupas que contenham metal (para não apitar na vistoria), coloque um calçado que seja fácil de tirar por dois motivos, eles pedem para você ficar de meias na vistoria e outro para ser fácil de tirar no avião caso queira ficar mais confortável.




8 de dez. de 2019

Minha experiência com Work Exchange: como funciona e como se tornar um voluntário

Para quem me acompanha no instagram sabe que estou a quatro meses viajando e SEM passagem de volta pro Brasil, isso mesmo que você leu! No dia 12 de agosto embarquei para uma das maiores aventuras da minha vida. Aqui tem o post do dia do embarque e desde então tenho viajado por lugares incríveis, aprendido muito e fazendo amizades para o resto da vida <3



O que muitos não sabem é como estou fazendo para conseguir viajar por tanto tempo. Para os que pensam que enriqueci e estou vivendo numa eterna férias, saibam que estão enganados! Existe uma forma muito mais barata de viajar mundo à fora e você também por "largar tudo e viajar pelo mundo", é sobre isso que fala o meu primeiro vídeo desde que saí do Brasil, assista no meu >>> IGTV <<<.






Aqui estão os links e valores para as plataformas de work exchange que citei no vídeo:


  • Worldpackers $49 (por pessoa - não tem como criar perfil de dupla ou casal, então na hora que for aplicar basta explicar que você estará viajando com outra pessoa e colocar o link para o perfil da mesma)
  • WWoof $20 (por pessoa) ou $30 (perfil de dupla - casal ou amigos)
  • Workaway $42 (por pessoa) ou $54 (perfil de dupla - casal ou amigos)


Me diz aí, se você começar um voluntariado, qual país seria o seu primeiro escolhido? E não esquece de me seguir no insta para conferir mais de perto como tem sido essa minha experiência de viajar através de work exchange e em breve volto para falar também sobre minha rotina de nômade digital.




3 de nov. de 2019

Precisamos falar sobre FOMO e importância de ter tempo para não fazer nada

O primeiro capítulo do livro "A Book That Takes Its Time: An Unhurried Adventure in Creative Mindfulness" resume basicamente toda a ideia do livro, que é a de que precisamos de tempo livre, tempo para não fazer nada ou para fazer coisas que esvaziem um pouco o turbilhão de coisas na nossa cabeça. Esse livro foi meu grande companheiro no último ano, fui lendo bem devagar, pois ele é daqueles livros que dá dó de terminar, repleto de ilustrações bonitas, páginas bem diagramadas, textos profundos que exigem um tempo de reflexão e ainda para melhorar com uma série de atividades pensadas exclusivamente para aliviar a ansiedade e nos fazer desacelerar.



fomo




Falando em ansiedade, há pouco tempo descobri o termo FOMO (Fear Of Missing Out, numa tradução livre: medo de estar perdendo algo), esse é mais um dos tantos transtornos modernos que a mundo digital nos "presenteou" e está ligado à ansiedade criada pelo excesso de informação. Quanto mais conectados estamos, mais acesso à informação nós temos, o que por um lado é ótimo, mas que por outro lado pode se tornar um problema. Sabe quando não estamos fazendo nada e acessamos o Instagram e vemos que as pessoas estão num show muito legal, se formando do mestrado, andando à cavalo, tomando banho numa banheira, na arquibancada de um jogo, tomando vinho em frente a lareira, na estréia de um filme, nadando num mar cristalino, num restaurante descolado, enfim fazendo algo interessante e aí bate uma sensação de que estamos perdendo tempo por não estarmos fazendo nada? Você já sentiu isso? Então saiba que isso tem nome: FOMO.


"A grama do vizinho é sempre mais verde", já diziam nossos avós, não é mesmo?! Comparar nossa vida com a de outras pessoas não é novidade, mas com a chegada das redes sociais a gente não só compara a grama, como a casa, a decoração, o closet, o café da manhã e tudo mais que somos expostos num simples scrol nas redes sociais. E mesmo sabendo que não devemos nos comparar, é de certa forma inevitável ao ser humano. E se você consegue acompanhar a vida dos seus amigos (ou de famosos que você admira) e em nenhum momento comparar a sua vida com a deles, meus parabéns, já pode se considerar um ser humano mais evoluído nesse sentido!


As pessoas - em sua grande maioria - compartilham o lado "belo e feliz" de suas vidas, o que não julgo errado, afinal cada um expõe o que quer! Eu mesma uso meu Instagram como um álbum de fotos e recordações dos meus melhores momentos. Da mesma forma que seleciono as melhores fotos e recordações, para revelar e guardar no meu álbum de fotos "real", seleciono as que vou postar no meu álbum digital. E mesmo sabendo que grande parte do que é exposto nas redes sociais é apenas uma fração da vida de cada um, muitas vezes nos pegamos sentindo aquele sensação chata de que nossa vida não é tão legal quanto a dos outros. 


O que podemos fazer para nos desvencilhar dessa encruzilhada mental? Como diminuir essa ansiedade? Não tenho a solução e vivo me policiando para evitar esses tipo de pensamentos e comparações, mas posso compartilhar um pouco do que me ajuda a desacelerar:


11 de set. de 2019

México: Pueblos Magicos

Tem alguma coisa no México que te atravessa. Ouvi muito esta frase, mas pude senti-la muito mais. E é verdade. No último post, contei um pouquinho sobre minhas aventuras na Cidade do México, cosmopolita, cheia de museus, mas eu queria entender este país na sua essência. E sabia que isso só seria possível se eu me embrenhasse pelos Pueblos Magicos. E é aí que começa toda a magia.

Os Pueblos Magicos são cidadezinhas que foram agrupadas pela Unesco com esta nomenclatura a fim de valorizar e incentivar a história e a cultura de cada parte do México. Arrisco dizer que fazer esta jornada foi o momento mais incrível da viagem.

Como ir para os Pueblos?

De ônibus: ADO

Pra começar, devo dizer que existem algumas formas para acessarmos os Pueblos. Eu optei fazer o trajeto de ônibus. A companhia mais segura, pontual e incrível para estas viagens é a ADO. Se não for temporada de férias mexicanas, você consegue comprar seu bilhete nos guichês de qualquer cidade mexicana. Mas se você for ansioso (a) como eu, pode já comprar pela internet. O sistema de pagamento para nós brasileiros é pelo Paypal. Super seguro e eficiente. Fique de olho nas tarifas. Alguns horários são bem mais baratos que outros pelo site da companhia de ônibus. Então, se você gosta de dar aquela economizada, planeje bem o roteiro que será sucesso. =)

De avião: Volaris

De San Cris para Cancún, eu fiz com a Volaris. Recomendo porque também as tarifas são super econômicas e os vôos pontuais. Na Riviera Maya, temos um pueblo maravilhoso que é Isla Mujeres que acessei de barco. Neste post falarei de outras localidades porque Cancún não nos traz nenhuma novidade.

O que não perder em todos os Pueblos

Cacao

Aprendi no México que Cacao é muito mais de beber do que de comer. Um exercício pra mim que amo chocolate em barra e quase nunca o  bebo. Então, se você ama provar os sabores dos lugares, pare sempre numa barraquinha na rua dos pueblos e peça o Cacao geladinho e delícia. Você vai perceber que em cada canto é de um jeito.

Mole

Na língua nahuatl, mole é molho. E cada povo prepara o seu de seu jeito. Ainda na temática provar tudo que conseguirmos, não deixe de degustar o de cada pueblo. O meu favorito foi o de Puebla. =)

Trenzinhos no centro histórico

Você pode comprar  o ticket do trenzinho que sai da praça principal dos pueblos e circula pelo centro histórico. Ok, pode achar que é turistão demais, mas eu acho que se tem uma visão panorâmica bem massa dos lugares pra sair caminhando depois. 


Dito isto, daremos início ao nosso roteiro


1- Puebla

A quase duas horas da Cidade do México, Puebla é uma gracinha. Rodeada de histórias, minha trajetória de memórias mexicanas começou logo na hospedagem. 



23 de jul. de 2019

Menos é mais, como está sendo meu processo rumo ao slow fashion

Já faz um tempo que venho repensando o meu consumo, de roupas/calçados/acessórios principalmente. Quanto mais me informo sobre o quão prejudicial ao meio ambiente é a indústria da moda mais me espanto (é a segunda maior poluente do mundo, ficando atrás apenas da indústria petroleira), sem falar que é uma das indústria que mais possui o "trabalho escravo moderno" onde as pessoas se matam de trabalhar em situações muitas vezes degradantes e recebem muito pouco por isso. Diante de todos esses dados só nos resta duas opções: não fazer nada ou fazer alguma coisa.




A minha concientização foi um processo que levou mais tempo do que gostaria, pois esse assunto é urgente e só depende de cada um enxergar e colocar as mudanças em prática. Vou listar aqui um pouco do meu processo rumo ao slow fashion para quem sabe te inspirar a começar também :)



slow fashion
1. Pensar bem antes de comprar cada coisa. Fazendo perguntas básicas para si: "preciso mesmo disso?", "quantas peças parecidas com essa eu já tenho", "com qual frequência vou usar", "combina com bastante do que tenho para poder fazer diversas combinações e usar mais?". Essas perguntas foram no começo do processo, agora além delas eu faço mais algumas, como: "essa peça é de uma fast fashion?" (se sim, já sabemos que o processo de produção dela é imenso e com certeza o descarte das peças e a forma de produção é insana), "quem produziu essa peça" (fazendo essa pergunta ao proprietário da marca podemos saber melhor sobre as condições de trabalho das pessoas por trás daquele item), "essa peça é produzida próximo de onde moro?" (de quanto mais longe for a peça que compramos mais CO2 ela produziu", "de qual material é feita?" hoje em dia é possível comprar peças feitas com tecidos que não agridem tanto o meio ambiente ou feitas com material reciclado e afins.









slow fashion
2. Fazer uma limpa em quem eu sigo na redes sociais. Excluir marcas que não sejam conscientes, excluir pessoas que só falam sobre consumismo ou são extremamente consumistas (se for um amigx e você não quer parar de seguir por consideração você pode silenciar a pessoa e aí ela não aparece mais no seu feed e nem fica sabendo disso, isso é mara haha) e aí aos poucos você pode quem sabe ir explicando para esse amigx a importância de repensar a forma como ele vem consumindo.

3. Continuando a limpa agora é hora de ir para o e-mail e cancelar a inscrição das newsletters de todas as lojas. Ninguém precisa ficar te dizendo o que comprar, pois quando você precisar realmente de algo você vai saber. Aproveita e já exclui os apps das lojas que instalou no seu celular também ;)