21 de fev de 2016

Belém: Gente, que lindeza!

Belém chegou pra mim foi nos sabores e com uma tia incrível que nasceu por lá. Conhecia a cidade era pelo gosto do Pato no Tucupi, pela deliciosa Maniçoba, pelo creme de cupuaçu. Mas Ela me ganhou mesmo no paladar com cor de Açaí. Foi no Evento do Paladar Estadão que conheci Nazareno e seu mágico Açaí. E foi ali que fiz a promessa de ir ao Pará.




Aí vocês sabem, né? Quando fazemos 30 anos e temos amigas incríveis, elas te presenteiam com viagens. Escolhi ir para Belém, descobrir uma parte do Pará. E que coisa linda que foi, que energia, que Amor, que beleza de gente e cidade. Voltei apaixonada e cheia de sabor pra contar pra vocês!


1- Sabores do Pará

Não poderia escolher melhor início para este post do que o sabor, né? Então, abaixo, uma lista de onde comer com paixão em Belém:

A- Estação das Docas

Delícia de lugar. Espaço construído no lugar de antigas docas. Lá podemos encontrar lojas, passeios de barco, mas o mais legal é o ponto de encontro e pólo gastronômico que ser tornou. Amei o lugar, a vibe dele, as delícias a serem provadas. Perfeito para curtir um barzinho, um bom almoço ou um relax.

* Lá em casa

O Lá em casa é um restaurante self-service. Se você não está acostumado com os sabores e temperos paraenses, minha recomendação é o restô. Além de um mix da gastronomia local, você pode pagar um preço fechado e comer à vontade.







* Amazon Beer

A Amazon Beer é a cervejaria local. A especialidade é uma gama de cervejas preparadas com frutos da Amazônia. Você vai encontrar a cerveja deles em muitos locais da cidade ( inclusive em SP, no Carrefour Express), mas tem que ir nas docas. Ali você tem o prazer de participar da degustação e se regalar com uma gastronomia divina. Não deixe de provar a Mouzzarella de búfala da ilha de Marajó e a cerveja de Bacuri.








* A unha de Caranguejo do AS MULATAS

Muito bem, para nós paulistanos, a Unha de Caranguejo é tipo uma coxinha. O recheio é da carne do caranguejo e a ponta da patinha fica pra fora. É uma iguaria mega típica, mas atenção: Tem de comer em um lugar confiável. Por isso, indico a vocês o café AS MULATAS que prepara a delícia na hora.




B -  O Tacacá do Tomáz

Tacacá é este caldo apimentadinho, preparado com camarões, goma e folha de Jambu que adormece a boca. Este prato é porreta. Tudo bem que eu estava por lá em Dezembro e estava mega quente, mas não pude deixar de experimentar. Há quem diga que todo paraense devora seu tacacá às 15h, naquela paradinha esperta do café. Eu super recomendo! E as unidades do Tomáz estão espalhadas pela cidade.





C - O Peixe Filhote com Açaí do Point do Açaí

Só se conhece Belém quem prova do Peixe Filhote de Nazareno. O Açaí é coisa séria na cidade e, diferente do Sudeste, no Norte o Açaí vira molho para opções Salgadas. E como arremate, vem acompanhado de uma infinidade de farinhas.








D -De sobremesa? 

* Bombons. =)

Como boa paulistana, sempre vou em busca de uma sobremesa, né? Mas qual o docinho da tarde ou pós almoço em Belém? As opções não são muitas, porém, são irresistíveis.

Bombom de chocolate recheado com frutos da Amazônia: Bacuri, Castanhas, Cupuaçu. Você encontra em mercados e farmácias.




* Os sorvetes maravilhosos da Cairu

A marca foi considerada uma das mais deliciosas do país e concordo. Opções de picolés, casquinhas, potinhos e tudo recheado com sabores da Amazônia. Perdia a conta de quantos sorvetes devorei nos meus dias por lá. Adeus dieta!!!!




E - La Lucha Hamburgueria

Mas o que a Nath foi fazer em uma hamburgueria no Pará? Eu sei que vocês sabem que eu sou do tipo que adora provar sabores por aí, né? Mas acontece que os restaurantes em Belém fecham às 22h30 e meu avião atrasou. Então, pra onde ir quando se está morrendo de fome? O pessoal do hotel me recomendou a La Lucha. Sabem aquelas lutas livres mexicanas? Então! A decoração é toda inspirada no tema, os hamburgueres maravilhosos, enormes e suculentos com a delicinha de já virem acompanhados de batata. Aqui em SP temos uma infinidade delas, né? E posso dizer? A La lucha colocou muita hamburgueria paulistana no bolso. Ficou com saudades de um sabor conhecido? Se joga!






2 - Maravilhas do Pará

Aqui vou falar um pouquinho dos lugares incríveis para se conhecer na cidade que valem a visita.

A - Mangal das garças

Quando procuramos um roteiro para Belém, o Mangal das garças surge como a grande atração.E é, viu? Fiquei muito emocionada em estar ali. O lugar é um parque com museu da navegação, borboletário, mirante e tudo mais. Costumo dizer que conhecer o Mangal fez  com que eu  me sentisse reconectada com  a terra. Porque você anda por lá e os bichos estão caminhando ao seu lado e convivemos como sempre deveria ser. Nenhum animal dopado, todos levando suas vidas, sendo respeitados e isto foi lindo.

A maior emoção foi ver o nascimento das borboletas. Às 10h de um sábado, entramos no borboletário e as borboletinhas foram soltas. Dá pra imaginar a emoção que foi estar numa revoada de natureza e acompanhar um parto?

Não deixem de ir.














B -  Parque Emílio Goeldi

O parque é legal, super bonito, mas funciona também como um zoológico e eu não gosto de bicho preso. Mas curti estar em meio às araras. O que eu curti também é que na administração central estava rolando uma exposição sobre uma das tribos indígenas da Amazônia e achei incrível.




C - Praça Batista de Campos

Esta já foi considerada a praça mais bonita do Brasil. e realmente é linda. Tem playground, tem banquinhos, tinha uma iluminação incrível de Natal, parte do projeto "Belém: Cidade Luz da Amazônia" e tem as barracas de coco com TV.

Achei incrível, porque funciona assim. Você vai comprar uma águinha gostosa e senta pra vem um tantinho de TV. A Praça é toda rodeada destas barraquinhas. Aí, né? Tive de vivenciar a experiência. =)





D - O Forte do Presépio

Sim, é um forte. Eu, particularmente adoro fortes por conta da arquitetura, mas este é muito legal. Ele tem um museu indígena incrível que conta muita história, inclusive da Muiraquitã. Quem se lembra de Macunaíma? A pedrinha verde que é amuleto de força e coragem. Além disso, podemos conhecer as diferentes cerâmicas dos povos indígenas.

E para os amantes de carro, no domingo quando estive por lá, rola um encontro de carros antigos. É bem legal.







E -  Igreja Nossa Senhora do Nazaré

Quem não ama o Círio? A procissão acontece me Outubro e os romeiros carregam miniaturas de suas conquistas para agradecer lá na igreja. É muito lindo. Independente da sua religião, vale a visita cultural.




F - A casa das 11 janelas

A casa é ampla e linda. Nela, rolam diversas exposições e o mais legal foi ver que tinha um cantinho de História Gastronômica da Pará. Pirei, né? Mas mais que isso, aqui é aquele lugar pra contemplar. Depois de conhecer seu interior, sente nos bancos externos e contemple o rio. No dia em que estive por lá, tinha um senhorzinho tocando SAX. Foi mágico, né?

G-  Theatro da Paz

Olha, é de uma lindeza só. O theatro municipal paraense nasceu no tempo da borracha. Os lugares eram divididos de acordo com a classe social dos visitantes. E claro, só frequentava quem tinha posses. E também rolam as lendas, principalmente no andar destinado aos empregados. Há quem diga que por ali, os antigos serviçais ainda circulam. Será?

Fomos num domingo de manhã e, às 10h participamos, da visita guiada por R$ 6. Vale a pena.





3- Feiras

Já falei pra vocês que adoro uma feira? Porque na real, né? São nelas que conhecemos as pessoas que vivem por ali. Aqui, separei alguns lugares para se conhecer e fazer parte deste universo.

A - Ver-o-Peso

O Mercado mais famoso por estas bandas, o maior mercado livre a céu aberto da América Latina. Morri de amores. Não só pela história, mas pela variedade e diversidade presentes ali. Você pode comprar alimentos, artesanatos, feiticinhos pro amor e tudo mais. Se eu fosse uma mulher de muitas posses, com certeza iniciaria um projeto para revitalizar o Ver-O-Peso. =)






B -  Feira do Açaí

Existe o encontro lá pelas 4h da chegada do Açaí. Não fui, apesar de ter ficado com vontade. Mas dei uma passadinha no cais pra olhar o funcionamento. Contudo, os barqueiros ali presentes insistiram para que três mocinhas não andassem sozinhas por lá. Quando chegamos era por volta das 13h. Como Belém não tem muito turista, acredito que chamávamos muita atenção. Não sei. Apesar de contestar um pouco, eles nos convenceram. Mas talvez de madrugada, com mais gente curiosa por lá, seja mais de boas.




C - Feira de artesanato da Praça da República

Artesanato. Se tem algo lindo e riquíssimo em Belém é o artesanato, principalmente, o indígena. Imaginem esta socióloga que vos escreve pirando por lá. Além de incríveis, são baratos. Comprei de bolsa de casca de coco ( sucesso total em SP) à Muiraquitã. O legal também é que você aprende a diferenciar cada grupo indígena pelos grafismos. Abaixo, os romeiros do Círio. Como cheguei em Belém pelo sabor do Açaí, comprei um romeiro carregando um cesto das frutas. Hoje ele vive com meu vaso marajoara na entrada de meu quarto. =)

Visite a feira aos domingos. Ela fica em frente ao Theatro da Paz.



4- Passeio de barco

Queria muuuuito navegar por aquela baía. Desta vez não consegui visitar Marajó, mas fiz o passeio por Belém. Estava um pouco cismada sobre ser um passeio "para inglês ver", mas me surpreendi total. Fiz o passeio com a empresa Vale Verde, a qual fica na Estação das Docas. O valor foi de R$ 40 e valeu cada centavo. O passeio durou 1h30, com explicações sobre a cidade e um show incrível com danças típicas, como por exemplo o Carimbó. Super recomendo.








Para Belém, com Amor

Eu tenho um problema grave: Não consigo fazer nada se não for movida por paixão.Digo que é grave, pois a vida nem sempre nos pede tanta intensidade. Mas no caso de viajar, preciso me apaixonar a cada lugar pelo destino. Eu estou apaixonada por Belém, por sua simplicidade, por seu aconchego, por sua infinidade de sabores, lendas e tradições. Pelo respeito à cultura indígena, pois todas as vezes em que eu perguntava como deveria comer tal coisa, a resposta vinha seguida de "Os índios nos ensinaram assim.". Belém me fez ficar mais próxima da natureza, de um pedaço de Brasil que não conhecia. Há quem diga que Belém ainda não foi descoberta, penso que por um lado isso seja bom, seja nosso esconderijo, um canto de terra que consegue manter sua identidade.

Não vá à Belém esperando resorts, luxo, conforto. Vá para a cidade com o coração aberto para conhecê-la, provar de seu gosto e daquele sotaque chiado delicioso.

Esta é a minha Belém. Já podem se apaixonar por ela. =)






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